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Prova de Português
UFSC 1992

TEXTO: AS CARIDADES ODIOSAS

01 Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava
02 pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece.
03 Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia.
04 Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um
05 menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O
06 menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do
07 que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição.
08 Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu
09 sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora
10 a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.
11 - Um doce, moça, compre um doce para mim.
12 Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o
13 menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma
14 resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande
15 chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.
16 Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as me-
17 sas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, en-
18 trei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um
19 doce para o menino.
20 De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena,
21 humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: que doce você...
22 Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo:
23 aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me
24 recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.
25 Que outro doce você quer? perguntei ao menino escuro.
26 Este, que mexendo as mãos e a boca ainda esperava com ansiedade pelo
27 primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com delicadeza in-
28 suportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a
29 minha bondade.
30 - Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para a frente. O
31 menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada
32 mão, levantando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los.
33 Mesmo os doces estavam tão acima do menino escuro. E foi sem olhar para
34 mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo:
35 - Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta
36 há mais de uma hora, puxando todas as pessoas que passavam, mas ninguém
37 quis dar.
38 Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era
39 inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um
40 sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma
41 dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de...
42 E para isso fora necessário um menino magro e escuro... E para isso fora
43 necessário que outros não lhe tivessem dado um doce.
44 E as pessoas que tomavam sorvete? Agora, o que eu queria saber com
45 autocrueldade era o seguinte: temera que os outros me vissem ou que os
46 outros não me vissem? O fato é que, quando atravessei a rua, o que teria
47 sido piedade já se estrangulara sob outros sentimentos. E, agora sozinha,
48 meus pensamentos voltaram lentamente a ser os anteriores, só que inúteis.

LISPECTOR, Clarice. As caridades odiosas. In:
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro, Nova
Fronteira, 1984. p. 380 - 3.

1. Assinale a(s) alternativa(s) que corresponde(m) ao que o texto diz.

01. A personagem-narradora, que estava absorta em seus pensamentos, foi surpreendida por um menino.
02. A palavra suscetibilidade (linha 1) significa ressentir-se com facilidade, melindre.
04. Os olhos do menino informavam paciente aflição.
08. A atitude da personagem-narradora, ao pedir um doce para o menino, na confeitaria, foi no sentido de exibir-se em público.
16. Quando a personagem-narradora diz "Acordei finalmente" (linha 12), ela compreendeu que, ao passar por ali, estava sendo muito humana.

2. Com base no texto, marque a(s) alternativa(s) CORRETA(S).

01. Na ânsia de matar a sua fome, o menino escolheu os doces mais apetitosos.
02. O gesto do menino em recusar inicialmente outro doce levou a personagem-narradora a uma decisão: "- Precisa sim..." (linha30).
04. O menino foi embora, isto é, fugiu com os doces, depois de agradecer.
08. A personagem-narradora queria que a cena humilhante terminasse logo. Não sabia ao certo se era por medo, vergonha ou pudor pela situação em que se viu envolvida.
16. Na frase "... temera que os outros me vissem ou que os outros não me vissem?" (linhas 45 e 46), a personagem-narradora revela preocupação com a opinião alheia.

 

3. Em relação ao texto, é CORRETO afirmar que:

01. O título As caridades odiosas sugere que no íntimo de cada um de nós há um bloqueio, uma aversão, uma reação negativa para atender pedintes na rua.
02. Ao ser surpreendida pelo pedido do menino, a personagem-narradora, entre a decisão de atendê-lo ou não, entrou em choque com os seus valores de piedade, gratidão, revolta e vergonha quando diante da dura realidade.
04. Como a narrativa do fato e as reflexões da personagem-narradora se apresentam de forma fragmentada, pode-se deduzir que ela não está segura de sua visão de mundo.
08. A personagem-narradora, para exercer a sua piedade, teve a seu favor dois fatores: o menino pedinte e a negativa de outros em lhe dar o doce.

4. Assinale a(s) alternativa(s) que representa(m) o desconforto da personagem-narradora para com a situação ocorrida.

01. "Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto." (linhas 8 e 9)
02. "Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas..." (linhas 16 e 17)
04. "...Eu não olhava a criança, queria que a cena, humilhante para mim, terminasse logo." (linhas 20 e 21)
08. "... olhou-me um instante e disse com delicadeza insuportável, mostrando os dentes..." (linhas 27 e 28)
16. "A caixeirinha olhava tudo." (linha34)
32. "Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo?" (linha 38)

5. Assinale a(s) alternativa(s) que representa(m) comentários da personagem-narradora.

01. "O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queira uns goles de água". (linhas 13, 14 e 15)
02. Perguntei-lhe: que doce você..." (linha 21)
04. "... O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo." (linha 31)
08. "De que tinha eu medo?" (linha 20)
16. "Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas que passavam, mas ninguém quis dar" (linhas 35, 36 e 37)

6. Assinale a(s) relação(ões) a seguir que está(ão) de acordo com o texto.

b "Voltei e vi que se tratava de uma mão pequena e escura." (linha 4) - exprime satisfação.
02. "Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o ser sentido concreto." (linhas 8 e 9) - exprime desconfiança.
04. "Eu não olhava a criança, queria que a cena, humilhante para mim, terminasse logo." (linhas 20 e 21) - exprime constrangimento.
08. "Ele poupava a minha bondade." (linhas 28 e 29) - exprime decepção.
16. "E para isso fora necessário um menino magro e escuro..." (linha 42) - exprime ingratidão.

7. Considerando o vocabulário empregado no texto, é CORRETO afirmar:

01. Na frase "... Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos..." (linha 1 e 2), a palavra grifada significa envolvida.
02. As palavras enganchara (linha 3), aturdida (linha 9) e ceifara (linha 10), significam, respectivamente, fixara-se, atônita e cortara.
04. A frase "... e a boca ainda esperava com ansiedade pelo primeiro..." (linhas 26 e 27) pode ser reescrita por "... e a boca ainda esperava com apetite pelo primeiro..."
08. Na frase "... o que teria sido piedade já se estrangulara sob outros sentimentos." (linhas 46 e 47), a palavra grifada tem o mesmo sentido de compaixão, comiseração.

8. Com relação à frase "E, agora sozinha, meus pensamentos voltaram lentamente a ser os anteriores, só que inúteis" (linhas 47 e 48), é CORRETO afirmar que:

01. só ocorre um sufixo diminutivo.
02. só aparece um verbo.
04. a palavra só é monossílaba tônica.
08. o vocábulo os substitui pensamentos.
16. a palavra inúteis apresenta um prefixo.

9. Marque a(s) opção(ões) VERDADEIRA(S).

01. Na frase "O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria" (linhas 5 e 6), o sujeito o menino é do tipo simples.
02. Na frase "Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele" (linhas 4 e 5), o verbo grifado concorda com o sujeito composto.
04. Em "Este, que mexendo as mãos..." (linha 26), o verbo mexer está no gerúndio.
08. No quinto parágrafo, existem cinco verbos conjugados no pretérito imperfeito do indicativo.v

10. Considerando o nível culto da língua portuguesa, marque a(s) opção(ões) CORRETA(S).

01. Se ele quizesse, faria tudo de novo. Seria um previlégio.
02. Se ele propor, eu concordo.
04. É muita pretensão para um pobre mortal.
08. Algumas pessoas são muito deshumanas.

11. Assinale a(s) alternativa(s) VERDADEIRA(S).

01. Em Escolheste mau lugar e má hora, o adjetivo mau concorda com o substantivo mais próximo.
02. Nas frases Estou só e Só eles viajaram, a palavra pertence à mesma classe gramatical.
04. Na frase Vão anexos aos processos várias fotos, o emprego do termo anexos está correto.
08. Na frase Uma viagem ao exterior está custando caro, o emprego da palavra caro funciona como advérbio, portanto, é invariável.
16. No anúncio publicitário Como gastar menos combustível em 5 lições, o vocábulo menos é advérbio.

12. Considerando a(s) afirmativa(s) abaixo, assinale a(s) VERDADEIRA(S).

01. Na frase O carrasco não teve dó: decapitou a cabeça do condenado, ocorre o que chamamos de redundância.
02. Na frase A literatura portuguesa nos deu dois grandes escritores: Camões, grande poeta renascentista, e Fernando Pessoa, grande poeta moderno, fica claro que os dois autores são poetas renomados.
04. Na frase Uma biópsia do tumor retirado do pâncreas do imperador Hiroito (...) mostrou que ele não era maligno, o pronome ele tanto pode referir-se ao substantivo tumor quanto ao substantivo Hiroito. Este é um exemplo típico de ambiguidade.
08. Na frase Os meninos, esperavam inquietos, o resultado do pedido, a pontuação está correta.
16. Na frase O projeto, de cuja realização sempre duvidara, exigiria toda a dedicação de que fosse capaz, as expressões de cuja e de que foram empregadas corretamente.

13. Leia o texto abaixo:
"Um dos preços do sucesso é o fim do sono tranqüilo. Os executivos e profissionais submetidos a uma carga de exigência muito grande têm em comum alguns fatores que prejudicam o sono." (Folha de São Paulo - 16/10/89)
Com base no texto, marque a(s) alternativa(s) VERDADEIRA(S).

01. O texto não apresenta nenhum questionamento.
02. O texto refere-se, especificamente, aos executivos e profissionais liberais.
04. O texto diz que, para se ter um sono tranqüilo, deve-se abrir mão do sucesso.
08. A carga de existência a que é submetido um executivo é um dos fatores que prejudicam o sono.
16. Para ser um profissional de sucesso, é importante ter um sono prejudicado.

14. Analise as três frases abaixo:
A. Pedimos para ela trazer um bom televisor da Zona Franca.
B. As crianças preferem antes comer nhoque do que comer lasanha.
C. Sempre faça consultas a um bom dicionário.
Com relação a estas três frases, é CORRETO afirmar que:

01. As três frases têm, em comum, a clareza e a redação de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
02. Tendo em vista a norma culta da língua portuguesa, a frase A deve ser escrita assim: Pedimos que ela trouxesse um bom televisor da Zona Franca.
04. A redação correta da frase B é a seguinte: As criança preferem comer nhoque a lasanha.
08. A frase C está corretíssima.
16. As três frases têm, em comum, erros de redação, pontuação e clareza prejudicadas.

15. Analise a(s) afirmativa(s) abaixo e marque a(s) VERDADEIRA(S).

01. Em Recebeu a repreensão sem dizer palavra, a expressão sublinhada pode ser substituída por silenciosamente e nunca por resignadamente.
02. Em Dirigia com segurança, a preposição sublinhada tem a mesma equivalência como em Agiu com todo o rigor.
04. Ao reescrever a frase Falar de maneira franca e corajosa para Falar desembaraçadamente, o sentido da frase está preservado.
08. Na frase Queria estar atento à palestra, mas o sono chegou, a conjunção mas dá idéia de adversidade.
16. Em De quando em quando, olhava furtivamente para o espelho, a palavra sublinhada significa gradativamente.
32. A frase Não só escutei o réu, mas também lhe dei razão está clara e a pessoa conseguiu atingir dois objetivos: escutar o réu e dar-lhe razão.

16.Com relação a O Alienista, de Machado de Assis, marque a(s) alternativa(s) VERDADEIRA(S).

01. O narrador já é morto. Isso favorece um total descomprometimento, uma total sinceridade.
02. O romance gira em torno de um provável adultério: Bentinho, casado com Capitu, desconfia que o filho Ezequiel seja de Escobar, amigo do casal.
04. o texto descreve os costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, pequenas intrigas de amor e mistério, final feliz, com vitória do amor.
08. O autor apela constantemente para as recordações de sua infância e adolescência, para compor o ciclo da cana-de-açúcar, retratando a zona da mata nordestina num período crítico de transição: a decadência dos engenhos esmagados pelas poderosas usinas.
16. Simão Bacamarte, médico interessado em conhecer as fronteiras entre a razão e a loucura, instala um hospital em Itaguaí - cidadezinha fluminense - onde recolhe todos os que ele acredita todos.
32. O barbeiro Porfírio lidera uma revolta popular contra a Casa Verde, mas a rebelião é sufocada.

17. A(s) citação(ões) extraída(s) do livro O Ateneu é(são):

01. "Na repartição, os pequenos empregados, amanuenses e escreventes, tendo notícia desse seu estudo do idioma tupiniquim, deram não se sabe por que em chamá-lo - Ubirajara."
02. "... chegou a senhora do diretor, D. Ema. Bela mulher em plena prosperidade dos trinta anos de Balzac, formas alongadas por graciosa magreza, erigindo, porém, o tronco sobre quadris amplos, fortes como a maternidade..."
04. "Aristarco todo era um anúncio. Os gestos calmos, soberanos, era um rei - o autocrata excelso."
08. "Ralf pega a velha maleta doHomig, abre-a devagarinho, como quem abre uma gaiola de pássaro, para pegá-lo mansamente."
16. "Entrei apressado, atravessei o corredor do lado direito e no meu quarto dei com algumas pessoas soltando exclamações. Arredei-as e estaquei; Madalena estava estirada na cama, branca, de olhos vidrados, espuma nos cantos da boca."

18. Assinale o(s) comentário(s) que se refere(m) ao romance Memórias sentimentais de João Miramar, escrito por Oswald de Andrade.

01. É constituído através de uma linguagem fragmentária, aparentemente caótica, montado em 163 quadros como se fosse umfilme, com muitas interferências autobiográficas.
02. Ainda adolescente, e com grande inclinação para a boêmia, Miramar faz sua primeira viagem à Europa, a bordo do navio Marta.
04. No final do romance, o herói fica viúvo, é abandonado pela amante e vai à fal6encia, devido à má aplicação de fundos na indústria cinematográfica.
08. É uma proposta poética inovadora que pretende recontar a história do Brasil. Para isso, Oswald resgata textos do passado, reescreve-os, transformando-os numa paródia, que restabelece os vínculos com a história, ao mesmo tempo que a crítica.
16. O narrador-personagem, apesar de Ter pertencido à peble rural, recebeu educação formal, o que justifica a fluência de sua narrativa, bem à gosto do movimento Naturalista do fim do século passado.

19. Assinale a(s) alternativa(s) CORRETA(S).

01. Em "Teresa, se algum sujeito bancar o sentimental em cima de você
            E te jurar uma paixão do tamanho de um bonde
            Se ele chorar
            Se ele se ajoelhar
            Se ele se rasgar todo
            Não acredite não Teresa
            É lágrima de cinema
            É tapeação
            Mentira
            CAI FORA"

Manuel Bandeira incorpora expressões coloquiais e não demonstra preocupações métricas.
02. O texto acima reproduz certas tendências típicas do período literário denominado Romantismo.
04. Os fragmentos a seguir constituem metáfora da frustração, o contraste entre aquilo que o poeta se propõe alcançar e aquilo que de fato alcança:
"Criou-me, desde eu menino,
Para arquiteto meu pai.
Foi-se um dia a saúde...
Fiz-me arquiteto? Não pude!
Sou poeta menor, perdoai!"
"Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi."
08. Através do texto "Poética", cujo primeiro verso é "Estou farto do lirismo comedido", Manuel Bandeira reage ao exagero formal próprio do Parnasianismo.
16. Manuel Bandeira é um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna, realizada em 1922. Alinhado aos concretistas, dedicou parte de sua obra a atacar gregos e troianos.
32. Entre tantos poemas de Manuel Bandeira bem conhecidos, podem-se citar "Os sapos", "Meninos carvoeiros", "Vou-me embora pra Pasárgada" e Trem de ferro".

20. Assinale a(s) alternativas CORRETA(S) com relação ao romance O guarda-roupa alemão, de Lausimar Laus.

01. Representa, simbolicamente, os elementos nacionalistas, seja através da exploração dos mitos e costumes primitivos, seja através da linguagem brasileira.
02. É um livro de contos regionalistas cuja temética gira em torno da imigração italiana no Sul do estado catarinense e do homem do planalto e suas lides campeiras.
04. Focaliza a colonização do vale do Itajaí, abrangendo as três últimas décadas do século passado e o nosso século, detendo-se, em especial, sobre a II Guerra Mundial, durante a qual os colonizadores foram perseguidos.
08. É um retrato dos sentimentos que afloraram em todos aqueles que de algum modo, vivenciaram a angústia, a dor, o sofrimento, a união e a solidariedade dos blumenauenses durante a enchente de 1983.
16. A narrativa é constituída, basicamente, pelas lembranças de Homig, um solteirão de cinqüenta anos, que, diante do guarda-roupa, o "kleid", recorda a vida dos seus antepassados.